O papel das marcas na nova economia do esporte

A convergência entre esporte, creators e comunidades digitais está redesenhando a forma como marcas se conectam com o público

O esporte sempre foi um grande motor cultural. Mas, nos últimos anos, para além de um território de torcidas, passou a ser também um espaço de criação, cocriação e comunidade. A chamada “nova economia do esporte” nasce da fusão entre entretenimento, conteúdo digital e comportamento social. Nesse cenário, a relação entre marcas e audiência está mudando radicalmente.

Um exemplo emblemático vem da Kings League, campeonato que combina futebol, streaming e gamificação e que já se tornou um fenômeno global, inclusive no Brasil. Segundo a Pesquisa Kings League no Brasil, conduzida pela área de Marketing e Consumer Insights da Visa, 57% dos brasileiros afirmam conhecer a liga, com awareness ainda maior entre a Geração Z. Entre quem conhece, 61% se consideram fãs ativos.

É um índice impressionante, especialmente quando lembramos que estamos falando de um torneio nascido na internet, em 2022, transmitido por creators e estruturado sobre comunidades digitais. Esse novo modelo de engajamento mostra como a lógica da audiência esportiva está se transformando. A maior parte do consumo de conteúdo da Kings League acontece em redes sociais (81%) e por meio de influenciadores e streamers (61%), superando até a transmissão tradicional das partidas. Ou seja, o esporte deixou de ser um espetáculo apenas assistido e passou a ser um conteúdo compartilhado, remixado e vivido em tempo real.

E não é coincidência que o público da Kings League se destaque no universo gamer. O esporte e os games hoje formam um mesmo ecossistema de engajamento dinâmico, colaborativo e emocional. É nesse território que as novas gerações expressam identidade, testam formatos e se conectam a marcas que traduzem seus valores.

As marcas têm acompanhado essa transformação de perto. No caso da Visa, depois de décadas de atuação no esporte global, a empresa vem expandindo sua presença para o universo de games e e-sports, reconhecendo o poder dessas comunidades em unir pessoas, impulsionar diversidade e criar novas formas de inclusão digital.

Essa presença se manifesta em diferentes frentes: da ampliação da representatividade feminina nas competições ao desenvolvimento de experiências imersivas que conectam fãs, creators e jogadores em torno de valores compartilhados. Mais do que investir em patrocínios, trata-se de criar pontes entre cultura, tecnologia e propósito, gerando conexões que ultrapassam o campo e chegam ao dia a dia das pessoas.

O público gamer e esportivo valoriza velocidade, autenticidade e personalização, que são características que também moldam o futuro dos meios de pagamento e das experiências digitais. Para essa indústria, estar presente nesse universo significa integrar-se a um comportamento que é, ao mesmo tempo, social e transacional.

Marcas que entendem essa lógica não falam apenas de presença, falam de experiência. Criam ecossistemas onde pagamento, cultura e emoção se conectam, tornando cada interação mais fluida e significativa.

A nova economia do esporte não se resume ao campo, à pista ou à arena. Ela acontece em qualquer lugar onde as pessoas se reúnem para competir, torcer, criar e pertencer. E é dessa convergência entre paixão, tecnologia e comunidade que surge o verdadeiro jogo onde as marcas podem participar e ganhar.

 

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